Síndrome Pós-trombótica dos Membros Inferiores

A síndrome pós trombótica dos membros inferiores consiste num conjunto de alterações que podem ocorrer, a longo prazo, após uma trombose venosa profunda (oclusão de uma veia profunda por um trombo).

Após tratamento adequado, geralmente o trombo recanaliza. No entanto, em muitos casos ficam sequelas que numa fase tardia levam, gradualmente, a alterações resultantes do aumento da pressão de retorno do sangue venoso dos membros inferiores. De salientar também que quanto mais alto o nível da trombose, mais graves são os sintomas.

Na síndrome pós-trombótica dos membros inferiores é possível observar:

  • Aumento do volume do membro afetado. Após a fase aguda da trombose venosa profunda, geralmente o edema regride apenas parcialmente.
  • Sensação de cansaço e peso nas pernas, com agravamento no fim do dia;
  • Aparecimento de varizes;
  • Pigmentação escura da pele na região do tornozelo e outras manifestações cutâneas (como eczema e fibrose) que a tornam gradualmente mais frágil e suscetível a infeções e traumatismos;
  • Ulceração da pele na região do tornozelo (com ou sem infeção). A cicatrização dessas úlceras geralmente é lenta e dependente da adesão dos doentes aos tratamentos prescritos.

Para evitar o aparecimento e progressão desta doença crónica pode ser recomendado:

  • Uso diário de uma meia elástica de compressão adequada devendo sempre ser colocada ao levantar e retirada ao deitar;
  • Repouso intermitente das pernas com a sua colocação numa superfície elevada a aproximadamente 30 graus;
  • Colocação dos pés da cama numa posição mais elevada que a cabeceira (para drenagem venosa durante a noite);
  • Evitar o uso de roupa apertada;
  • Evitar estar de pé de forma estática durante longos períodos;
  • Evitar peso corporal excessivo;
  • Higiene, hidratação e proteção da pele adequados;
  • Em caso de úlcera da pele deverá recorrer de imediato ao seu médico;

Deve-se realçar a importância da terapêutica prescrita na fase aguda da Trombose Venosa Profunda porque os sinais de doença venosa crónica secundária podem levar anos a aparecer, dando a falsa sensação de que a doença estabilizou.